A casa que foi a primeira sede da Fundação é agora a Casa das Artes da cidade desde 2010. Depressa se tornou num lugar de encontro no centro de Coimbra para a criação artística, independentemente da sua proveniência. Um espaço aberto, sem barreiras entre artistas e espectadores. Onde há salas de trabalho de artistas e criativos locais, espaços para residências artísticas, salas que se transformam para receber aulas de yoga ou de português para estrangeiros. Mudam-se as luzes e colocam-se cadeiras para sentar mais um concerto ou debate. Na mesma cozinha almoçam os artistas, decorrem workshops de culinária. Na mesa, os pratos do jantar levantam-se depressa para montar os gira discos. Quando chega o Verão, a Casa abre as suas portas e janelas para um imenso relvado que é tapete da dança dos mais novos e o palco dos concertos nos dias mais longos. A Casa onde há espaço para conversas demoradas sobre tudo, é a mesma que fica abarrotar com um festival internacional de música futurista ou um encontro com a cultura do magrebe.

A Casa das Artes Bissaya Barreto é hoje o berço de uma comunidade ambiciosa em torno da arte e da cultura urbana onde a Fundação aposta para se aproximar do seu próprio futuro.